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4 dicas de como oferecer o suplemento do seu pet
por Bruno Felizola
em 06 de out. de 2026
Incluir um suplemento na rotina do seu pet pode fazer toda a diferença na saúde e no bem-estar dele. Mas, é comum surgir a dúvida de qual é a melhor forma de fazer isso. Pensando nisso, preparamos este guia com dicas práticas para você testar na hora de suplementar seu companheiro.
Qual suplemento usar?
Inicialmente, é importante saber que cada pet tem necessidades específicas. A escolha do suplemento ideal deve considerar fatores como idade, tipo de alimentação, porte, nível de atividade física e possíveis condições de saúde. Por isso, o acompanhamento de um médico-veterinário é muito importante para indicar o produto mais adequado para o seu animal.
Imagem: Renan Oliveira
Tipo de alimentação
O tipo de alimentação também influencia na hora de oferecer o suplemento. Pets que já seguem uma Alimentação Natural (AN) costumam ter mais facilidade de adaptação, já que estão acostumados a ingredientes frescos e variados. Já para quem consome ração, pode ser necessário testar diferentes formas de oferta até encontrar a que o pet mais se adapta.
Imagem: Divulgação
Quantidade ideal
Um erro comum é errar na dosagem, seja do suplemento, seja da alimentação. O indicado é seguir a orientação veterinária, ou o rótulo do produto, quanto à quantidade de suplemento para o peso e a idade do pet, e ajuste a porção da refeição principal conforme necessário, evitando excessos que possam sobrecarregar o organismo.
Enriquecimento alimentar
Além dos benefícios nutricionais, oferecer o suplemento pode ser também um momento de enriquecimento alimentar para o pet. Variar a forma de oferta estimula os sentidos, desperta a curiosidade e transforma a hora da refeição em uma experiência mais prazerosa.
4 dicas de como oferecer
Agora que você já sabe a importância de escolher o suplemento certo e respeitar as quantidades adequadas, confira 4 formas práticas de incluir o suplemento na rotina do seu pet:
Direto na alimentação: a forma mais simples e rápida, basta adicionar o suplemento junto à refeição principal do pet.
Misturado no iogurte natural: oferecido junto da alimentação, o iogurte natural (sem açúcar e sem lactose) ajuda a disfarçar o sabor e ainda contribui para a saúde intestinal.
Em uma receita pet: inserir o suplemento em receitas naturais é uma ótima forma de unir nutrição e enriquecimento alimentar.
Misturado em um patê caseiro: ideal para pets mais seletivos, o patê caseiro disfarça bem o sabor do suplemento e pode ser usado também como petisco.
Testar essas diferentes formas ajuda a descobrir qual funciona melhor para o seu pet, tornando a suplementação um momento leve e positivo para os dois.
E você, como oferece o suplemento do seu pet?
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Sou jornalista formada pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), e atuo como assistente de comunicação na Nutroplus. Apaixonada pelo universo pet, sou tutora de uma Golden Retriever chamada Atena e sonho em aumentar a família com pelo menos mais três cães. Produzo conteúdos informativos para tutores e para todos que desejam aprender mais sobre saúde, bem-estar e cuidados com os pets.
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Por que dar Ômega-3 para o seu pet?
por Bruno Felizola
em 22 de set. de 2026
O que são os ácidos graxos e quais as suas funções?
Os ácidos graxos são componentes das gorduras e dos óleos vegetais e animais, compostos que assumem funções importantes dentro do organismo animal, sendo fonte de energia, compondo estruturas celulares, atuando no isolamento térmico, como precursores de hormônios e participando de atividades catabólicas e anabólicas.
Classificação dos ácidos graxos
Os ácidos graxos da dieta podem ser classificados como saturados (sem ligações duplas), monoinsaturados (com uma ligação dupla) ou poli-insaturados (com duas ou mais ligações duplas). Os ácidos graxos poli- insaturados podem ser classificados ainda como ômega-6 ou ômega-3, dependendo da localização da primeira ligação dupla a partir da extremidade metil (ômega) da molécula (BURRON et al., 2024).
A família do Ômega-3: ALA, EPA e DHA em cães e gatos
Os ácidos graxos do grupo ômega-3 possuem a primeira dupla ligação no carbono 3 a partir do grupo metila. Entre eles, destacam-se três ácidos graxos com funções no organismo dos cães e gatos: o ALA (ácido alfa-linolênico), de origem vegetal, encontrado, por exemplo, no óleo de linhaça; e os ácidos docosa-hexaenoico (DHA) e eicosapentaenoico (EPA), encontrados principalmente em fontes como peixesmarinhos e algas.
Mesmo pertencendo ao mesmo grupo de ácidos graxos poliinsaturados, possuem funções diferentes dentro do organismo animal. O ALA pode ser convertido em pequenas quantidades em EPA e DHA; contudo, essa conversão em cães é baixa e em gatos é extremamente baixa, justificando a suplementação desses compostos de forma isolada na alimentação animal (BURRON et al., 2024).
Estrutura dos Ácidos graxos (Torres,2016).
Os ácidos graxos ômega-3 do óleo de peixe têm sido investigados por seus benefícios no tratamento de diversas doenças e são frequentemente recomendados para o manejo de problemas clínicos, incluindo neoplasias, doenças dermatológicas, hiperlipidemia, doenças cardiovasculares, doenças renais, doenças gastrointestinais e doenças ortopédicas, além de serem necessários em algumas fases da vida, especialmente durante o crescimento e desenvolvimento (MAGALHÃES et al., 2021; VENDRAMINI et al., 2025).
Estudos experimentais trazem resultados promissores relacionados ao uso dos ômegas-3 em diferentes condições, reforçando a possibilidade de que cães diagnosticados com linfoma possam se beneficiar da suplementação com esses ácidos graxos (MAGALHÃES et al., 2021).
Ação na saúde da pele, pelagem e articulações
Apesar das limitações nos estudos voltados a doenças dermatológicas, os resultados gerais sugerem que a suplementação com os ácidos graxos EPA e DHA pode atuar como terapia adjuvante em doenças de pele que levam à manifestação clínica de prurido, inflamação cutânea e lesões dermatológicas secundárias. Assim como, são significativamente relevantes na melhora da condição da pelagem dos animais, melhorando o brilho e aspectos gerais (MAGALHÃES et al., 2021).
O benefício dos ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa, como o EPA e o DHA, como terapia adjuvante em pacientes caninos e felinos diagnosticados com osteoartrite também apresenta evidências na literatura (VANDEWEERD et al., 2012; MAGALHÃES et al., 2021).
Outros estudos mostram sua eficiência e o uso de várias dosagens para dermatopatias, osteoartrite, doenças cardiovasculares, dislipidemias, doenças gastrointestinais, doença renal crônica, alterações cognitivas e alterações comportamentais (VENDRAMINI et al., 2025).
O EPA e o DHA, especialmente, estão envolvidos na produção de mediadores lipídicos que participam da regulação e resolução da resposta inflamatória. A relação entre as famílias ômega-6 e ômega-3 também influencia os mediadores produzidos pelo organismo (BURRON et al., 2024).
De modo geral, são grandes os benefícios do uso dos óleos de peixe, assim como dos ômegas-3 e ômegas-6, na regulação de diversas funções no organismo animal.
Ômega 3 Nutroplus
O Ômega-3 é um nutriente essencial que desempenha funções importantes na saúde e bem-estar dos pets. Como o organismo dos cães e gatos não produz Ômega-3 em quantidade suficiente, a suplementação correta é fundamental para garantir qualidade de vida em todas as fases.
Hoje, a linha Nutroplus conta com os ômegas-3 22:33, ricos em EPA e DHA, e nosso Ômega 1000 mg, rico em DHA, ideal para a suplementação e saúde do seu pet.
Em breve, mais detalhes!
Referências
BURRON, M. et al. The balance of n-6 and n-3 fatty acids in canine, feline, and equine nutrition: exploring sources and the significance of alpha-linolenic acid.
Journal of Animal Science, v. 102, skae143, 2024. DOI: 10.1093/jas/skae143. LENOX, C. E.; BAUER, J. E. Potential adverse effects of omega-3 fatty acids in dogs and cats. Journal of Veterinary Internal Medicine, v. 27, n. 2, p. 217–226, 2013. DOI: 10.1111/jvim.12033.
MAGALHÃES, T. R.; LOURENÇO, A. L.; GREGÓRIO, H.; QUEIROGA, F. L. Therapeutic effect of EPA/DHA supplementation in neoplastic and non-neoplastic companion animal diseases: a systematic review. In Vivo, v. 35, n. 3, p. 1419–1436, 2021. DOI: 10.21873/invivo.12394.
VANDEWEERD, J. M. et al. Systematic review of efficacy of nutraceuticals to alleviate clinical signs of osteoarthritis. Journal of Veterinary Internal Medicine, v. 26, n. 3, p. 448–456, 2012. DOI: 10.1111/j.1939-1676.2012.00901.x.
VENDRAMINI, T. H. A. et al. Exploring the efficacy and optimal dosages of omega-3 supplementation for companion animals. Nutrition Research Reviews, v. 38, n. 2, p. 859–874, 2025. DOI: 10.1017/S0954422425100115.
TORRES, Andreia. Eficiência de conversão do ômega-3 do óleo de linhaça. 2016. Disponível em: https://andreiatorres.com/blog/2016/9/5/eficincia-de-conversodo-mega-3-do-leo-de-linhaa. Acesso em: 4 set. 2026.
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Escrito por: Rodolfo Batista
Sou Zootecnista formado pela Universidade Federal de Goiás, Mestrado em Nutrição e Produção de Não Ruminantes pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da UFG. Possuo experiência na área de manejo comercial de aves, peixes, suínos e pesquisa de extensão na nutrição de não ruminantes. Apaixonado por nutrição e manejo animal, agora com foco em produtos para cães e gatos, hoje atuo na parte de Pesquisa e Desenvolvimento dos produtos Nutroplus.
